A liberdade é básica? Anúncio niqab de uma empresa de vestuário com Bar Refaeli é criticado por ser 'racista'

Muitos expressaram decepção com a campanha, com vários usuários nas redes sociais apontando que o anúncio parece promover estereótipos raciais.

Anúncio do niqab israelense gera polêmicaO anúncio do Bar Refaeli nos Moletons chamado Liberdade é básico. (Fonte: YouTube)

Um anúncio de vestuário com uma popular modelo israelense gerou indignação com a representação dos muçulmanos, com usuários acusando-o de ser racista e promovendo estereótipos. O comercial da marca israelense Hoodies mostra a modelo Bar Refaeli removendo seu niqab para promover a liberdade. A campanha chamada Freedom is basic, foi removida das contas de mídia social da empresa e da modelo. No entanto, ainda está disponível no canal do Hoodie no YouTube.

No anúncio publicado na semana passada, Bar Refaeli está vestido com um niqab, enquanto uma citação supostamente dizendo 'É o Irã aqui?' Aparece na tela em hebraico. Ela então tira o hijab para revelar outra roupa por baixo. Ela então dança com a música com as letras, É tudo sobre liberdade, finalmente quebrar as correntes, custando minha liberdade. O vídeo termina com ela dizendo que a liberdade é básica. Outra versão do anúncio mostra várias mulheres no mesmo cenário em um clipe um pouco mais longo.

Muitos expressaram decepção com a campanha, com vários usuários nas redes sociais apontando que o anúncio parece promover estereótipos raciais. Outros apontaram que a propaganda reforçou o estereótipo de que os niqabs são restritivos e opressivos. Outro usuário refletiu sobre a ironia do anúncio, dada a falta de liberdade para os palestinos que vivem sob controle israelense.

A campanha foi retirada da página do Instagram de Bar Refaeli e Hoodies. A empresa também teria desativado sua página no Facebook.

De acordo com uma reportagem do Jerusalem Post, o anúncio foi supostamente projetado para chamar a atenção para o racismo e a intolerância e apoiar a liberdade.

A campanha vem como outdoors retratando sentimentos anti-muçulmanos e anti-árabes surgindo em Israel na corrida para as eleições locais, relatou o Middle East Eye. O anúncio também recebeu críticas por comparar Israel com o Irã. Ambos os países são hostis um com o outro, já que o Irã rejeita o direito de Israel de existir e tem pedido repetidamente o fim do Estado judeu. Em 1947, o Irã estava entre 13 países que votaram contra o Plano de Partição da ONU para a Palestina. Israel, por outro lado, acusa o Irã de representar uma ameaça ao país por causa de sua energia nuclear.